A Introdução deve possuir toda informação relevante que esclareça ao leitor porque o trabalho foi imaginado e realizado, incluindo sua intenção (objetivos) ou onde chegou (principais conclusões). Assim, nela incluímos toda informação necessária para atingir essas finalidades.

Explique ao leitor elementos cruciais para que ele entenda a problemática em que o trabalho está inserido. Ou seja, a pesquisa foi feita para resolver algum problema (pergunta, questão etc.) e conhecer isso ajuda o leitor a entender o foco, o significado e a importância do seu estudo. Se necessário, justifique porque esse problema escolhido é relevante.

Desse problema até seu objetivo há um caminho de raciocínio que justifica o objetivo de seu estudo. Então, mostre ao leitor porque do problema original escolheu tal objetivo. Note que partindo de determinada problemática poderia, geralmente, optar por diferentes objetivos. Isso faz com que seja necessário justificar a sua opção de objetivo nesse trabalho.

Inclua também, e com muita clareza, seu objetivo no estudo. Lembre-se que será seu objetivo que o guiará na determinação de sua estratégia metodológica. Portanto, diga exatamente o que deseja e espera com as variáveis que estudará. Se preferir, poderá substituir o objetivo pela sua principal conclusão, uma vez que ela é mais informativa para o leitor e indica o objetivo pretendido ou alcançado.

Caso até aqui ainda não tenha ficado claro para o leitor a importância (relevância) do seu estudo, reforce-a. Lembre-se que pode ser importância científica e/ou aplicação prática no nível tecnológico.

Dentro da Introdução você ainda poderá, se necessário, definir conceitos cruciais para que o leitor entenda o foco e a essência do seu estudo. Outras conceituações relevantes podem ser colocadas em outros setores do trabalho, de acordo com contextos mais apropriados do seu discurso (por ex., na descrição de seus procedimentos metodológicos ou na fundamentação de suas conclusões).

Por fim, note que os itens explicados acima não precisam seguir a sequência que apresentei. Cabe ao autor escolher a melhor sequência para facilitar o entendimento dos leitores. Nisso não há regras, pois depende do contexto do seu discurso. É nesse ponto que se distingue a qualidade do comunicador. Afinal, o que a maioria faz não é a excelência, pois esta é assim considerada exatamente por se distinguir da maioria.