A expansão festiva do ensino superior brasileiro tem trazido prejuízos imensos ao nosso país, embora muitos nem façam ideia. Antes que alguns dos produtos desse efeito comecem a achar que estou sendo contra a expansão e, dessa forma, que sou a favor de um ensino superior elitista, vou esclarecer um pouco do que se trata.
Costumamos dizer que o Brasil é um país continental, pois sua extensão geográfica é imensa na América do Sul. Nesse cenário, a única opção é a expansão. Porém, isso requer planejamento. Distribuir algo de boa qualidade para mais pessoas é louvável se for mantida a boa qualidade desse algo distribuído. Se essa distribuição implicar em perder significativamente essa qualidade, então já não estaremos distribuindo o que foi inicialmente proposto.
Políticos inescrupulosos, populistas, demagógicos não ligam para esse problema, desde que o nome do que se distrulibui seja o mesmo. No caso da educação e da ciência, mais ainda, pois se a boa qualidade não acompanha a distribuição, dificilmente será notado por aqueles que são o alvo dessa distribuição. Assim, fica a ilusão da expansão da educação e da ciencia de bom nível. O pior disso é que, nesses dois setores, a expansão milagrosa retroage no sistema inicial reduzindo a boa qualidade onde existia. Isso ocorre porque a expansão amplia as demandas de recursos que, sem planejamento adequado, faltarão até para os que já os tinham.
Esse mesmo perfil de político não tem também compromisso com o crescimento sólido do país a médio e curto prazo. A velocidade visa apenas mandatos e eleições. Tivéssemos há 30 ou 40 anos planejado tais expansões de forma sólida e gradativa, mantendo a qualidade desses dois sistemas, hoje teríamos sustentabilidade e qualidade ímpar para o nosso país. Além das qualidades técnicas perdidas, que sobrevivem apenas em poucas ilhas espalhadas no mar de campi universitários, perdemos também valores éticos e morais dessa população.
Costumamos dizer que o Brasil é um país continental, pois sua extensão geográfica é imensa na América do Sul. Nesse cenário, a única opção é a expansão. Porém, isso requer planejamento. Distribuir algo de boa qualidade para mais pessoas é louvável se for mantida a boa qualidade desse algo distribuído. Se essa distribuição implicar em perder significativamente essa qualidade, então já não estaremos distribuindo o que foi inicialmente proposto.
Políticos inescrupulosos, populistas, demagógicos não ligam para esse problema, desde que o nome do que se distrulibui seja o mesmo. No caso da educação e da ciência, mais ainda, pois se a boa qualidade não acompanha a distribuição, dificilmente será notado por aqueles que são o alvo dessa distribuição. Assim, fica a ilusão da expansão da educação e da ciencia de bom nível. O pior disso é que, nesses dois setores, a expansão milagrosa retroage no sistema inicial reduzindo a boa qualidade onde existia. Isso ocorre porque a expansão amplia as demandas de recursos que, sem planejamento adequado, faltarão até para os que já os tinham.
Esse mesmo perfil de político não tem também compromisso com o crescimento sólido do país a médio e curto prazo. A velocidade visa apenas mandatos e eleições. Tivéssemos há 30 ou 40 anos planejado tais expansões de forma sólida e gradativa, mantendo a qualidade desses dois sistemas, hoje teríamos sustentabilidade e qualidade ímpar para o nosso país. Além das qualidades técnicas perdidas, que sobrevivem apenas em poucas ilhas espalhadas no mar de campi universitários, perdemos também valores éticos e morais dessa população.
[Publicado originalmente no LinkedIn, em maio/2026.]
